sexta-feira, abril 30, 2004

Catwalk
Tem uma mulér que usa blush. Mas não é como tem de ser. Ela faz questão de fazer duas bolotas nas maçãs do rosto. E ela se acha bonita. E outro dia ela caiu da cadeira com suas roupas de ombreiras. Olha, tenho certeza que ela não faz uma comprinha de roupas, na Marisa que seja, há uns dez anos. E para piorar, uma boa época, ela almoçava aqui na baia mesmo. (Isso é o pior). Vinha na minha direção um cheiro de frango frito que era a senha para me dar vontade de vomitar. O mais legal foi quando ficou uma casca de feijão grudada bem no dente da frente e a mulér, lá... toda sorridente.

quinta-feira, abril 29, 2004

Vontade de comer bolinho de chuva. Inspire, respire, inspire, respire que isso passa.
Patê de ricota
1 ricota
1 tico de nada de maionese (nada mesmo)
mostarda preta a gosto
páprica picante a gosto
sal a gosto
Pronto!
Ou será que eu tenho cérebro de balzaca? Li o Bridget Jones aos 22 anos e me identifiquei terrivelmente com a personagem-título, que estava no auge dos 30. Pronta para enlouquecer com isso. Será que será assim comigo? Sabe que já comecei a pensar e refletir que faço 28 em julho? Ai. Isso dói.
Mas voltando ao Chronos 30+. Será que preciso de tudo o que tem dentro do pote? Craro que não. Natura, por favor, reveja seus nichos de mercado.
30+
Definitivamente não há o que comentar quando compramos nosso primeiro pote de Chronos 30+. É a ruína. Ou não. Na verdade, é um mercado ainda inexplorado pelas empresas – de vários segmentos. Poxa, não sou adolescente, mas ainda não sou balzaca e por que cargas d’água tenho de optar em cremes das linhas teen das empresas de cosméticos ou tenho de me sentir um lixo, com medo do tempo que passa – e como passa, rápido como a uva passa (infame, ok, eu sei!). O mesmo com as revistas: a Cláudia é para quem já tem filhos. A Nova é um saco porque parece que é feita para ninfomaníacas. E detalhe: tenho certeza que a cada ciclo de alguns meses, o pessoal recicla as matérias para (re)publicá-las. (Note bem, a maioria das matérias tem personagens que preferiram não se identificar....). A Elle é somente para fashionistas. A Estilo é só para mostrar o quanto eu teria de ganhar a mais no salário. A Uma é um porre. A Marie Claire é para o tipo de mulér que usa calça solta de linho com colares de madeira e sapatilhas rasteiras. A Vogue é cara demais e para ricos e famosos. Poxa, cadê uma revista para mim? (Note: como nenhuma delas é indicada, tenho de fazer um rodízio, comprando várias para complementar a leitura.) Ninguém merece.

quarta-feira, abril 28, 2004

Aceito sugestões:
O que posso eu fazer com um protetor de carter que sobra?
Agora tenho um Gmail (leleber@gmail.com)
Cheiro de carro novo é tudodibom. Não devia acabar nunca.
As duas frases da semana: “Tem gente que gosta de viver perigosamente” e “Um dia, a casa cai!”. São o futuro essas frases. Ouçam-me: são o futuro.
Lembrar de comprar pasta de dentes.
E agora sou uma moça realmente de dieta. Estou me sentindo meio alcoólatra anônima, do tipo estou dois dias seguindo à risca, sem comidas fora da dieta na boca. E resolvi pegar pesado na academia. Voltei com tudo, com nova carga de exercícios. E muita, muita dor nas costas.
E eis que o Senhor dos Anéis continua com os anéis.
Motorizada
Eis que estou motorizada com o bom, lindo, cheiroso e novo carrinho DIQ. Sim, ele já veio com nome. E quem vai dizer que ele não se chama assim? Nem morta... Já chega que tive de colocar um protetor de carter novo antes que o barulho me levasse à loucura. Vai que eu diga que não é DIQ e ele resolva aprontar alguma bem na hora em que estou subindo na minha garagem. Aquela, cujo engenheiro tirou o diploma em alguma universidade boliviana ou via e-mail.

sábado, abril 24, 2004

Acabo de cortar o cabelo, pintei unhas dos pés e das mãos e almocei. Sabe onde? Num lugar que nunca gostei em SP e nunca foi opção de minha escolha: Vivenda do Camarão. Estava louca de vontade de comer a 1/2 shrimp (e seus seis micro-camarões) com salmão grelhado.
Comantérios mode off
Não consigo inserir comentários no meu próprio blog. Estou sentindo cheiro de insurreição no ar. HUmpf. Pois bem, não me darei por derrotada:
Flávia, seja sempre bem-vinda ao mundinho Bridget.
Cláudia (da Ana): apareça sempre. Mas o fim da frase vc completou de modo errado. Não é aquilo não, fofis.
Bom, o Daniel Lessa? É mais fácil ir até o Chicabon e entender lá mesmo. O Daniel Lessa é uma ficção, mas que resume o tipo de escroto que vemos todos os dias em qualquer esquina.

terça-feira, abril 20, 2004

Miolo lança Calendário de Cursos / 2004.

Desenvolva a arte do bem viver, fazendo um curso de degustação de vinhos. Para isso a Vinícola Miolo abre as portas da Escola do Vinho para melhor difundir essa cultura e criar o hábito do consumo diário dessa bebida milenar. Pode-se dizer também que para uma melhoria da qualidade de vida, já que foi comprovado que o vinho faz bem a saúde.
O Curso é realizado em sala climatizada criada especialmente para este fim. O local oferece todo o conforto para que os participantes possam apreciar e identificar seus aromas e sabores ocultos, conhecendo os rituais que envolvem a arte de degustar Vinhos.
No programa são abordados, a história da uva e do vinho, a vitivinicultura no mundo; elaboração de vinhos e espumantes; análise sensorial; degustação prática e teórica dos mesmos e algumas dicas sobre o serviço do vinho. O curso tem início às 9horas e tem a duração de aproximadamente 4 horas, incluindo uma visita a Vinícola para conhecer o processo de elaboração dos vinhos e espumantes e após um almoço na Osteria Mamma Miolo.
O Curso é ministrado por Adriano Miolo, enólogo com formação em Mendoza ( Argentina ), e por Alberto Miele, doutor em viticultura e enologia pela Universidade de Bordeaux ( França ). As inscrições podem ser feitas com Ieda pelo fone 054 459 1500 ou por e-mail: ieda@miolo.com.br
A Escola do Vinho Miolo, funcionará em todo o Brasil com os cursos sendo ministrados por sommeliers.
Calendário para 2004: 24 de abril; 22 de maio; 26 de junho; 10 de julho e 24 de julho; 14 de agosto; 18 de setembro; 16 de outubro e 06 de novembro. Estas datas são para o curso básico, sendo que as datas para os cursos de Queijos e Vinhos não estão definidas, podendo ser também uma desta mencionadas acima.
Valor do Curso por pessoa: R$ 100,00
Rings
Eis que hoje vi o Senhor dos Anéis. Depois de longo e tenebroso inverno, naquele mesmo quilão e suas melancias decoradas. Agora alguém pode me explicar por que tem de ter pacote completo e não vir apenas com anéis, cachinhos e cavanhaque? Humpf.

segunda-feira, abril 19, 2004

Nunca te vi
Você nunca viu uma pessoa, mas está prestes a conhecê-la como a palma da mão. E vice-versa. O que é isso?

domingo, abril 18, 2004

, poxa, só vi sua ligação no fim do dia, durante o Chá de BB.
Acho que já preciso ver de novo Lost in Translation. Sim, definitivamente, preciso.
E não é que fui tomar café. Lá. Lá mesmo. Ô sensação estranha. E o mesmo golpe rápido de vista, procurando. Ô cérebro que não presta, não larga mão de ser vagabundo.
Ainda para o mesmo Juan Carlos:
Você me considera má? Ainda não viu nada. Conhece a frase "Quando sou boa; sou boa. Quando sou má, sou melhor ainda"? Pois então, essa verdade incontestável é um dos meus lemas. Faz um favor, num volta mais não, ok?
Seja você quem for, Juan Carlos
Se tenho mau gosto, o problema é meu. E já que considera que tenho mau gosto, que tal passar longe aqui dos meu domínios, hein?

sexta-feira, abril 16, 2004

Ainda não desisti de ir para a Toscana.
Frestas
Obrigada a todos pelas dicas etílicas. De cursos.
Muitos cowboys depois, várias peruas e duas (2) noites naquele pulgueiro, cá estou em SP. De carro novo. Ele é linnnnndo.
Não sou uma pessoa de dar muitos foras, mas quando os dou, não se tratam de ups, forinhas. São verdadeiros strikes. Para ir a Londrina, tive de pegar uma conexão POA-SP. No aeroporto, mais de uma hora de atraso para o trecho SP-LDB, resolvo ligar para casa e contar que estava em Congonhas: "É, pai, tive de pegar um vôo para SP para depois ir a LDB. É bem, burro, bem português. E patati e patatá." Desliguei e quando vejo, a gordinha que se achava gostosa ao meu lado na sala de embarque começa alisar uma sacolona amarela de Free Shop com os seguintes dizeres: Lisboa, Açores, Porto. Sim, quando vi a passagem em sua mão, ela estava acabando de chegar de Portugal. E o melhor, para que eu quisesse me enfiar num buraco: ainda permaneceria muito tempo ao meu lado, pois também ia a LDB. Sim, Jama, acho que grudei chiclete Ploc na cruz.
Pardieiro, chiqueiro, antro
E eis que fui para Londrina e tive de dormir num lugar desses. Na chegada dei de cara com um japinha de mãos dadas com uma moça bem suspeita. (Vocês não fazem idéia da sandália da vagaba...). As fronhas; nojentas. Tinham sido usadas. A toalha; uma bucha esfoliante fétida. O corredor e o quarto cheirando a perfume barato. O chuveiro? Precisava fazer conchinha com a mão para catar a água e molhar o corpo. E ainda ousei pedir fronhas limpas. Acho que foi pior: "Olha, essas estão manchadas, mas estão limpinhas!" Eu mereço.

terça-feira, abril 13, 2004

Levei um banho de cimento quando passei embaixo de uma construtora. Xinguei, falei muitos palavrões para o peão. Depois chamei o engenheiro, que teve de descer naquele elevador fake. Aí acalmei. E perdi a chance de ganhar milhões em um processo. Eu disse que precisava estar nos Estados Unidos.
Ale, infelizmente ainda não estou podendo estar indo (adoro língua de telemarketing) para a Toscana.
Dani, tô aqui, quietinha. Prometo que não desembolsarei um tostão nos CDs. Quero de presente. Ebaaaaaa.
Alguém sabe de cursos de degustação de vinhos em Porto Alegre? Quem souber, diga aí, plizzzz.
Anta até a tampa
Consegui mandar um e-mail nada a ver para uma pessoa nada a ver. Tsc. Que vergonha. Roxa que fiquei foi apelido. Sorry, querido amigo.

segunda-feira, abril 12, 2004

Eu quero, eu preciso. (e aceito como presente adiantado):
A trilha de Casamento à Indiana

A trilha de Encontros e Desencontros
Flower power é tudo. Realmente acertei no meu visu dama das camélias. Quatro elogios com diferença de minutos entre um e outro.
A diferença é que ela foi de NY para a Toscana. Eu sai de São Caetano para Porto Alegre. Sutil diferença.
Que filme lindo. Sutil, delicado. Isso sem falar da fotografia. Altamente emblemático para quem deixa sua casa, tal e qual esta que vos fala.
Sob o Sol da Toscana
Quero largar tudo e ir para a Toscana. Quero ter uma casa em ruínas, com as paredes elegantemente descascadas. Colocarei móveis antigos e modernos. Será uma mansão aconchegante e linda. Quero isso. Se eu vender o preto, será que eu consigo um casebre por lá? Acho que vale se de quebra aparecer um Marcello ou um Ed no fim da história. Essa é minha idéia fixa hoje. Confabulei inclusive com o meu escravo sobre o caso. Chegamos à conclusão de que devo ir, comprar uma casa e me associar a uma cooperativa de catadores de azeitonas. Viveria da venda das azeitonas e teria um quê de vida de cinema, com o charme de O Talentoso Ripley.

quinta-feira, abril 08, 2004

E para acompanhar o visu Paty, minha colcha personalizada de patchwork branco e lilás com almofadas ficou pronta. Uma graça!
Balada do sábado:
Novo visual:
Echarpe tipo Penélope com camélia. Um show. Paty até a tampa. Meigo, meigo. Adotei.
Ainda da série Eu sabia
Sabia que não devia cantar vitória tão cedo. Após meses quietinho, fechadinho, aquela bosta do Gato da Felix resolveu voltar à ativa. Isso porque comentei dois dias antes que ele permanecia fechado.

quarta-feira, abril 07, 2004

Ninguém merece ter de pegar um vôo POA-SP para conseguir chegar a Londrina. Ninguém merece.
O que tem me irritado muito e profundamente, ultimamente:
Pessoas acomodadas (tem uma ao meu lado)
Popozudas
Popozudas da firma. Isso é uó.
Pessoas (escrusive muléres) que acham que as popozudas são demais.
Folgados de todas as espécies
Mau-caratismo
Como ontem não pude adiar a saída da cama (tinha terapia logo cedo), adiei em duas horas hoje o despertador. Sou a rainha do sono ultimamente. Acho que fui mordida pela mosca tse-tsé. E como se não bastasse, fizeram um contrato de financiamento abaixo do valor. Uau, to frita e mal paga pelo resto do mês.
Eu sabia
Que ontem não devia ter saído da cama. Esqueci a agenda no táxi, fui maltratada no HSBC (não é a toa que estão lá em cima no ranking do Bacen), agüentei confusão na compra do zoiudo e tive uma reunião com dois picaretas (um deles é um jornalista que escreve SÓCIO-ECONÔMICO.... ninguém merece!). Mas como tem coisas que o dinheiro não compra, terminei a noite rindo de uma minhoca (tipo bigato branco) na salada. Calma, não tive a sorte de pegá-la. Foi a minha vizinha de mesa. A minha sorte é que vi a tempo o ser em seu garfo e pude largar a travessa da salada sem me intoxicar. O mais legal foi ver a pessoa sortuda me pedindo um guardanapo para discretamente amassar a lagarta sem que os demais da mesa percebessem. Notem bem, estávamos na casa de pessoas com as quais nunca estivemos antes. Foi hilário segurar a gargalhada a noite toda. E ainda tive a sorte de chegar a tempo de ver a lastimável vitória da Cida.

sexta-feira, abril 02, 2004

Greve
Faz uma semana que não consigo ir à academia. E hoje fugi da faxineira. Vê se pode?! Também, a bicha quer mais dinheiro emprestado, uai. Já não chegava ela beber litros de Pinho Sol em casa?
Do que faz um blog
Vejam só a margarida que apareceu: Lu, direto de Pira. Dona de blog também. Lu, vem tomar um prosecco ou um clericot por essas bandas.
Do meu novo filho
Ele é preto e zoiudo. Bem zoiudo. E lindo! E aguardo a cegonha para trazê-lo!
Daquele que se matou
Nessa semana Porto parou porque um mendigo se jogou de uma ponte. Adivinha o que aconteceu? O trânsito acumulou até Canoas. A cidade parou e demorei mais de hora para chegar na firma. O pior, o imbecil não morreu por causa da altura da queda, mas porque caiu sobre um pobre carro que o jogou para o lado, quando passou outro pobre carro e o atropelou. Pobres dos donos. E de toda a população, já que o fato ocorreu às 8h da madruga, mas a perícia chegou só às 9h30. E o pior: pobre de mim. Naquele dia, como é típico, adiei em meia hora o despertador. E depois em mais meia hora. Algo dizia que não deveria sair cedo da cama. Mas mamãe resolveu ligar (ó, sim, céus, não jogue canivetes sobre nós!) nessa última meia hora. Resmungando resolvi sair da cama. Ou seja, o tempo que perdi parada dentro do táxi, eu poderia ter ganhado na cama!
Da Rua das Noivas
Um cenário trash. Sem mais explicações: o quadro da dor sem molduras. Uma série de vestidos de porta-estandarte. Aberrações chamando as possíveis cRientes para entrar e olhar os modelões. “É você quem vai casar?”. Esse era o bordão. E as lojas de lembrancinhas? Môdeus. E uma vendedora ainda ficou brava porque fiquei só conversando com a Mary dentro da loja. O pior: a conversa. “Vou te dar essa bolsa aqui de presente – detalhe: bolsa pink de plástico com corrente dourada.” “E eu, vou comprar esse broche para você usar no seu vestido – broche vermelho com imitação de strass, do tipo um repolho gigante”.