sábado, novembro 29, 2003

Urgente:
Eis que estão na sala: pai, mãe e irmão vendo O Senhor dos Anéis no DVD. O irmão brinca e fala que vai começar a voltar o filme. Eis que a mãe solta: "Mas não tem que voltar mesmo?". Gente, essa é a minha família. Chorasssss!
SP
Uma semana de muito, muito trânsito. Essa é uma das coisas boas de Porto Alegre. Trânsito não há. No máximo o povo de lá se irrita com um trânsito que está "uma tranqueira". "Uma tranqueira" = a cinco minutos de confusão próxima a algum farol (ops, sinaleira).

Uma semana com o caos instalado. Mamãe, quero voltar para meu trabalho em Porto Alegre. A coisa tá feia.

Uma semana na qual fui obrigada a comprar mais um papatinho para minha coleção. Na hora do almoço o par que estava calçando resolveu me dar o bolo. O salto quebrou. Melhor comprar logo outro para ainda conseguir consertar, certo? Sim, claro, ainda mais para uma apaixonada por sapatinhos.

domingo, novembro 23, 2003

Pessoas, isso está atualizado há horas (expressão típica gaúcha, mas não há santo que ajude a funcionar...)
Sapato da Elle Woods
Teste. Essa birosca resolveu fazer greve em represália ao meu sumiço. Gente, sou a feliz proprietária de uma sandália fofis, muito fófis, de lacinho e ah... pink. E foi de quebra uma preta, alta, linda, chique só de quebra pra completar. É incrível a minha paixão por sapatos.

sábado, novembro 22, 2003

Sobre o Gato da Felix: quando me mudei para minha atual me deparei com uma microchurrascaria. Até ai nada de mais. Só isso. Eis que os empresários gananciosos resolveram há uns 2 meses botar música ao vivo na birosca. E meu inferno começou. Noites insônes. Já chamei 190, implorei atenção, suplicando que precisava de algumas horas de sono para poder trabalhar no dia seguinte e nada. Acho que o próximo passo será uma bomba caseira ou uma chuva de ovos podres, que deixarei curtindo na pia da minha varanda ao lado da churrasqueira, ou um incêndio acidental ou um passeio com um pit bull emprestado que acidentalmente (ups) vai escapar de minha coleira bem próximo aos infelizes que estiverem sentados na porra das mesas que o Gato tem na calçada nos dias de calor. E isso que escolhi morar num bairro classe alta, de nível, charmoso, arborizado. Com gente de bem... gente bem fela da puta só se for, principalmente ao cantar Djavan desafinado tão alto que parecem que estão cantando em cima da minha cama. E o pior, cantando como se gemessem de dor de barriga no banheiro. O quadro da dor. Sem molduras. E meu sono que se foi. Assim não há terapia que resolva...
Caro leitor que pediu um comentário sobre Shiva: não gostei. Achei fraco. Sem emoção. E olha que sou judia e o sonho da minha vida sempre foi conhecer a Índia (sim, são coisas que não tem relação alguma). O desfecho é... sem desfecho... sem ápice. Fraco, enfim.
Além de irritada com os táxis e seu assédio, me senti meio nauseada com todo o movimento. Acho que estou me transformando em garota do interior. Bem, já me chamaram até de garota de Porto Alegre numa matéria sobre meu texto premiado (detalhe: o energúmeno não cita meu nome, não teve o dom de checar minhas origens, elogia, mas ao mesmo tempo deixa clara uma dorzinha de cotovelo - o autor ficou em sétimo no concurso.... tá explicado...). Sabe aquela coisa de tudo ao mesmo tempo agora. Fiquei meio tonta, depois de 2 meses longe da metrópole.
Já li Jovens Polacas. Agora estou com Não se Mexa na cabeceira. Adiei Amores Difíceis. Engraçado que não tenho conseguido ler Italo Calvino. Acho que enjoei.
E já estou em São Paulo. E hoje me irritei nem bem tinha deixado o avião. Saquei meu celular dentro do ônibus que leva ao saguão. Dei as coordenadas para a minha prima que ia me buscar. Eis que no meio da conversa ouço um véio fela da puta dizendo (bem alto): "Tem gente que parece que não sabe que não pode falar no celular antes de chegar ao saguão". Continuei conversando e só dei uma famosa olhadela com a sobrancelha levantada. Terminei a conversa com direito a beijinho e tudo. E disse:
"Quem queria falar comigo?"

"Eu", respondeu o escroto. "É proibido falar no celular."

"Se eu posso falar enquanto estou no avião de portas abertas, também posso falar aqui. Aliás, já é tão difícil cuidar da própria vida, para que cuidar da vida dos outros também?"
E me virei, com a sobrancelha ainda levantada. E com o ônibus inteiro olhando para minha cara. Mas sabe que essa resposta é uma resposta a base de remédios. A minha resposta típica teria sido: Vai se fuder, velho metido. Vai cuidar da sua vida. E é claro, tudo isso aos gritos.
Fiquei irritada. Esse meu estado zen está tirando o meu power. Bem como Sansão sem seus cabelos, manja?
E para continuar, enquanto esperava minha prima no local combinado, uns 200 taxistas passavam e davam farol alto (do tipo: vai um táxi ai, neném...?)
Eu me senti a própria prostituta sendo assediada nas imaediações da Farrapos (para os paulistas, algo como imediações da estação da Luz ou outro antro de baixo meretrício). Grrr.
Agora já tenho umas luzes discretas no cabelo, já tive meu chuveiro queimado... Como ele bem disse: coisa de pobre. Sim, não nego. Já tive novamente insônia recorrente. Num dia (ops, madrugada) acordei às 3h e segui no mesmo estado até o raiar do dia. Tive a pachorra de chegar às 7h30 na firma. E olha que "demorei", pois fui trabalhar de lotação. E dias seguintes a insônia permaneceu. Tudo por causa do tal Gato da Felix (vou dedicar um post especial ao filho da puta dona desse estabelecimento comercial e ao puto que me atendeu no 190 e não me deu mais do que 3 segundos de atenção). E já tive a instalação da Directv. Tudo por causa da insônia (e é claro, da promoção de adesão zero e instalação zero). Também já sou uma pessoa que tem um mico preto (um micro preto da Dell, poderoso Pentium 4 com Windows XP) e sou dona (gostaram do dona?) de dois estagiários...
Puxa... já?
Sempre digo: Tudo passa, até uva passa. E agora que me dei conta de que realmente o tempo passou e há muito que não voltava aqui. Tá, já passou.

quarta-feira, outubro 29, 2003

- 102, bom dia. Posso ajudar?
- Preciso do telefone de um chaveiro perto do aeroporto.


Pois é, depois que seu irmão vem visitá-la e na hora de ir embora consegue acionar a trava da porta do lado do passageiro e trancar tudo, tudo (leia-se a minha vida: chave do carro na ignição, bolsa, celular, chave casa) dentro do carro mal estacionado não há mais o que se dizer. Ai você respira fundo, conta até dez, lembra que vai ter de encarar com serenidade, afinal faz terapia para isso. Por outro lado quer se matar porque lembra que como eram 6 horas da manhã, você ainda não tinha engolido a meiota da boleta do bem do dia. Ai você quase chora, mas resolve que não. Afinal, o problema não é seu, e sim do seu irmão. Você liga ao 102, pede um chaveiro perto do aeroporto, mas só tem na Cidade Baixa. O cara atende com voz de sono. Você senta e espera ao lado do seu irmão, que já fez o check-in. Você ainda o avisa de que será provavelmente explorada, quase que sexualmente pelo chaveiro, que vai te enfiar a faca (ou a chave). Mas ele, branco, diz que pagará tudinho.

Eis que chega o chaveiro. Honesto, limpinho, seus 50 anos: “Vamos combinar o preço antes: nesse horário eu cobro R$ 50”. Combinar? Como assim, cara-pálida? Numa situação dessa, eu teria de topar até por R$ 200. Falei, tá bom (pelo menos na minha fantasia ele cobraria uns 100 pilas).

Ai, ele enfia um arame no seu carro e você do outro lado só ouvindo uns arranhões uns scratchhhs, e ichhssskkksss e lembrando que você ama o seu carro. Tipo, o seu bebezão. Mas antes um bebezão com uns arranhões do que estacionado torto na frente do embarque de Porto Alegre pro resto da vida. “Seu carro é superfácil de abrir. Abriria de primeira, mas sua maçaneta está muito dura.” É, é assim. E eu sentada na calçada com o cabelo desgrenhado (o plano era deixar o irmão e voltar para a cama na seqüência por mais 1 horinha). Ainda bem que resolvi não ir de pijama. Enquanto o arame estuprava o espaço entre o vidro do carro e o carro, eu fazia força do outro lado. Bom, parece que 45 minutos depois funcionou. Peguei até um cartão do chaveiro limpinho. E um adesivo, para colar em local visível (quem sabe no batente da porta, do lado de fora de casa, para a próxima vez que eu me trancar fora).

Bom, depois disso, qual a graça contar que seu irmão passou o fim de semana por aqui, que a mulherada se assanhou, que eu passei mal no Gum, fui ao banheiro e consegui vomitar e ainda voltar para a mesa como se nada tivesse acontecido, que consegui ir à Ice e ver que sair de sábado é Uó, que vi Irreversível e seus 12 minutos de estupro e muita violência, que vi Bem me Quer, Mal me quer, com a Audrey Tatou, que mesmo representando uma erectomaníaca tem cara de Amélie Poulain e que trabalha muito bem num filme muito bom. Bom, depois da chave no carro, isso é nadinha, de nada. Certo? Como diz a propaganda, tem coisas que não têm preço.

quarta-feira, outubro 15, 2003

Mulheres apaixonadas terminou. Com um toque de dramalhào mexicano. Raquel grávida de um frangote. Ah, fala sério. Agora estou me divertindo com Celebridade. Adoro a Malu Mader. Mulér de estilo.
De lá de cima
Sim, estou desaparecida. Sim, assumo. Mas também contar o que? Hunnn deixa eu ver… Ah, meu irmão vem para cá no dia 24. E já tem uma mulherada se esbofeteando pelo pivete. Tá, pivete de 1,86 de altura e 24 anos. Mas não deixa de ser pirralho pra mim, apesar de eu ter de dizer isso pra ele olhando para cima. E olha que eu sou alta.

terça-feira, setembro 30, 2003

Eu sou uma anta. Aqui tem uma avenida que eu podia jurar que se chamava MosTRAdeiro. Há um ano penso isso. E sempre achei que ouvia uma coisa de dicção errada quando o povo falava o nome da rua. E não é que o povo todo tá certinho e, eu – anta – erradíssima? Pois é, o nome da rua é MosTARdeiro. É de mostarda. Mulher do catchup.
Escrevinhadora
O que eu tinha de contar, se eu tivesse feito isso em seu devido tempo seria muito mais emocionante. Mas, assim, dura e cruamente, é: eu ganhei o concurso de textos do Espaço K. Levei pra casa um checão e um chequinho de 1.800 pilas. Bom, né? Fiquei muiiiiiito feliz e emocionada de ver o povo todo emocionado lá, enquanto liam (mal, bem mal) o meu conto lindo lindo de viver. É isso. Concedi até entrevistas e tinha uma megatorcida organizada!!! Ai, ai ai… Talvez um dia eu poste o texto. Ou melhor, daqui uns anos vcs compram o meu livro! Melhor assim.

domingo, setembro 21, 2003

Pelo começo...
Tenho muito a contar e nem sei por onde começar.

quarta-feira, setembro 10, 2003

Meu primeiro aniversário
Hoje completo 1 ano de PoA. Estou desde ontem fazendo um balanço. Penso o que saber que “ir aos pés (ir ao banheiro em gauchês)” me trouxe de bom. Tento avaliar os prós e contras de um indivíduo entrar numa padaria (são raras aqui), pedir 50 pãezinhos (cacetinhos) e o seu Manuel (ou Joaquim) não vender os ditos porque o fulano terminaria com todos os pães da padoca (!!!!)… bom pra mim isso é um contra-senso. Mas tudo bem, estou em PoA. Aqui, time is not money como em São Paulo. Aqui não devo me estressar porque o manobrista demora 15 minutos sempre para trazer o meu carro. Muito menos ter piti porque o serviço do Mac Donald’s é uma lerdesa. E nem estranhar porque depois de mais um mês da inauguração do Habib’s ainda há filas e filas por conta da novidade e da esfiha baratinha. Tá. Brincadeiras à parte tá valendo a pena. Pelas pessoas, meu crescimento e para ver no quê vai dar. Ou se alguém vai dar! (:o)) Já que pago para ver, sempre, continuo aqui, apostando alto. Depois conto o que acontece!
O barato sai caro. Você descobre isso também. Compra uma geladeira olhando pelo lado direito do cardápio (o preço) e se dá mal um ano após. Explico: como moro em um ovo de 49 m² o barulho da geladeira chega a ser insuportável em dias de mais estresse (o que não é raro em se tratando de euzinha!)
E num balanço profundo da sua vida você se vê bem deprezinha! Por um lado feliz. É, coisa de louca mesmo.
(isso era para ser postado ontem, mas óbvio que o Blogger não cooperou)

terça-feira, setembro 02, 2003

O sistema médico aqui em PoA é vergonhoso. Você liga para um consultório para agendar uma consulta. E antes mesmo de perguntarem seu nome, perguntam qual o seu convênio. E óbvio… se a resposta não for “É particular”, sua consulta – com boa vontade – será marcada para mais ou menos daqui um mês. Que bsssssurdo!
Vaquinhas, ovelhinhas, cavalinhos
Semana de Expointer. Ai meus sais. Calcei minha botinha estilo fazenda e lá fui eu. Chuva, barro e muito, muito estrume. Dos mais variados tipos. Lá descobri que não é só na Índia que as pessoas páram para as vacas passar. Em Esteio, Expointer, também. Eu parei para elas passarem. Também… fiquei encurralada por um plantel de vacas imensas. Esperei pacientemente rezando para que nenhuma delas levantasse o rabo para dar um barro muito próximo de mim.
Tá, tenho de assumir. Tinha vários meninos pilchados muiiiiito bonitinhos. E eu fiquei apaixonada pelas ovelhinhas Ile de France, que têm a cara preta. Muito fofas. Vi até uma delas passando por exame de ultrassom. E ela estava prenha. E eu vi o filhote (ainda devia ser algo como um girino) lá na tela… Tá bom pra quem é da geração do tipo: leite já “nasce” na caixinha.