Showzão
Bom, Ivete Sangalo levanta até defunto. Principalmente quando a defunta aqui se esbaldou na champanhota. Foi bom. Bom também é pensar que vc estava hospedada onde vários vips das décadas de ouro passadas já estiveram: o antológivo Hotel Jaraguá, agora administrado pelo Holiday Inn.
quinta-feira, dezembro 11, 2003
Bom, resuminho:
Estou de novo em dieta (sei que não aguentam mais ouvir nada relacionado ao assunto). Mas agora é sério. Em uma semana perdi 1 quilo e meio. E estou cheia de agulhas na oréia.
Já voltei de SP e hoje volto pra SP. Ah, delícia...
Mesmo não sendo cristã, tenho várias festas de Natal/fim de ano para participar. Isso é bom. A primeira foi em Caxias do Sul, de uma parte da firma. Aproveitei e pelo menos passei por Gramado e Canela.
Estou de novo em dieta (sei que não aguentam mais ouvir nada relacionado ao assunto). Mas agora é sério. Em uma semana perdi 1 quilo e meio. E estou cheia de agulhas na oréia.
Já voltei de SP e hoje volto pra SP. Ah, delícia...
Mesmo não sendo cristã, tenho várias festas de Natal/fim de ano para participar. Isso é bom. A primeira foi em Caxias do Sul, de uma parte da firma. Aproveitei e pelo menos passei por Gramado e Canela.
De uma escrota para vários outros escrotos (todos aqui da firma):
"E aí, vai para São Paulo ver as luzes de Natal? Como não? Pagamos seguro apagão para isso." Ah, me poupe. Senti como provocação direta à minha pessoa, já que às 8h44 o recinto ainda está vazio. Estou aqui por mero acaso nesse horários, vocês sabem disso. Ah, me poupe. Bom, nem dá pra levar em consideração qualquer consideração feita por um ser que passa fio dental na própria estação de trabalho na frente de qualquer um.
"E aí, vai para São Paulo ver as luzes de Natal? Como não? Pagamos seguro apagão para isso." Ah, me poupe. Senti como provocação direta à minha pessoa, já que às 8h44 o recinto ainda está vazio. Estou aqui por mero acaso nesse horários, vocês sabem disso. Ah, me poupe. Bom, nem dá pra levar em consideração qualquer consideração feita por um ser que passa fio dental na própria estação de trabalho na frente de qualquer um.
sábado, novembro 29, 2003
Coisas boas de SP que não existem em Porto Alegre:
Você sai do trabalho e encontra várias mesas lotadas de homens nos barzinhos no happy hour. São vááááárias mesas de homens. Não que haja muitas coisas que prestem. Mas há homens! E o melhor: todos olham para bvocê. Pelo menos para avaliarem o material. E mesmo que sejam feios, são homens. Isso é legal. Levanta o ego. Fazia tempo isso e eu sentia falta. Em Porto Alegre não há isso. Mesmo porque há uma revoada de muléres e meia dúzia de homens pingados.
Você sai do trabalho e encontra várias mesas lotadas de homens nos barzinhos no happy hour. São vááááárias mesas de homens. Não que haja muitas coisas que prestem. Mas há homens! E o melhor: todos olham para bvocê. Pelo menos para avaliarem o material. E mesmo que sejam feios, são homens. Isso é legal. Levanta o ego. Fazia tempo isso e eu sentia falta. Em Porto Alegre não há isso. Mesmo porque há uma revoada de muléres e meia dúzia de homens pingados.
Comprinhas. Ai, ai, ai... SP é uma festa e eu não devia. Sei que não devia, mas como tenho de ser boa anfitriã, Sabri conseguiu me arrastar para fora de casa. Levei a moça na Lenny Off. Ai, meu santinho. Uma perdição. Sai com uma sacolinha. Depois fomos fazer uma horinha no Iguatemi. Mais duas sacolinhas. Tá, uma é presente de Natal (dá um desconto!). Ai o fim do mês....
SP
Uma semana de muito, muito trânsito. Essa é uma das coisas boas de Porto Alegre. Trânsito não há. No máximo o povo de lá se irrita com um trânsito que está "uma tranqueira". "Uma tranqueira" = a cinco minutos de confusão próxima a algum farol (ops, sinaleira).
Uma semana com o caos instalado. Mamãe, quero voltar para meu trabalho em Porto Alegre. A coisa tá feia.
Uma semana na qual fui obrigada a comprar mais um papatinho para minha coleção. Na hora do almoço o par que estava calçando resolveu me dar o bolo. O salto quebrou. Melhor comprar logo outro para ainda conseguir consertar, certo? Sim, claro, ainda mais para uma apaixonada por sapatinhos.
Uma semana de muito, muito trânsito. Essa é uma das coisas boas de Porto Alegre. Trânsito não há. No máximo o povo de lá se irrita com um trânsito que está "uma tranqueira". "Uma tranqueira" = a cinco minutos de confusão próxima a algum farol (ops, sinaleira).
Uma semana com o caos instalado. Mamãe, quero voltar para meu trabalho em Porto Alegre. A coisa tá feia.
Uma semana na qual fui obrigada a comprar mais um papatinho para minha coleção. Na hora do almoço o par que estava calçando resolveu me dar o bolo. O salto quebrou. Melhor comprar logo outro para ainda conseguir consertar, certo? Sim, claro, ainda mais para uma apaixonada por sapatinhos.
domingo, novembro 23, 2003
sábado, novembro 22, 2003
Sobre o Gato da Felix: quando me mudei para minha atual me deparei com uma microchurrascaria. Até ai nada de mais. Só isso. Eis que os empresários gananciosos resolveram há uns 2 meses botar música ao vivo na birosca. E meu inferno começou. Noites insônes. Já chamei 190, implorei atenção, suplicando que precisava de algumas horas de sono para poder trabalhar no dia seguinte e nada. Acho que o próximo passo será uma bomba caseira ou uma chuva de ovos podres, que deixarei curtindo na pia da minha varanda ao lado da churrasqueira, ou um incêndio acidental ou um passeio com um pit bull emprestado que acidentalmente (ups) vai escapar de minha coleira bem próximo aos infelizes que estiverem sentados na porra das mesas que o Gato tem na calçada nos dias de calor. E isso que escolhi morar num bairro classe alta, de nível, charmoso, arborizado. Com gente de bem... gente bem fela da puta só se for, principalmente ao cantar Djavan desafinado tão alto que parecem que estão cantando em cima da minha cama. E o pior, cantando como se gemessem de dor de barriga no banheiro. O quadro da dor. Sem molduras. E meu sono que se foi. Assim não há terapia que resolva...
Caro leitor que pediu um comentário sobre Shiva: não gostei. Achei fraco. Sem emoção. E olha que sou judia e o sonho da minha vida sempre foi conhecer a Índia (sim, são coisas que não tem relação alguma). O desfecho é... sem desfecho... sem ápice. Fraco, enfim.
Além de irritada com os táxis e seu assédio, me senti meio nauseada com todo o movimento. Acho que estou me transformando em garota do interior. Bem, já me chamaram até de garota de Porto Alegre numa matéria sobre meu texto premiado (detalhe: o energúmeno não cita meu nome, não teve o dom de checar minhas origens, elogia, mas ao mesmo tempo deixa clara uma dorzinha de cotovelo - o autor ficou em sétimo no concurso.... tá explicado...). Sabe aquela coisa de tudo ao mesmo tempo agora. Fiquei meio tonta, depois de 2 meses longe da metrópole.
Já li Jovens Polacas. Agora estou com Não se Mexa na cabeceira. Adiei Amores Difíceis. Engraçado que não tenho conseguido ler Italo Calvino. Acho que enjoei.
E já estou em São Paulo. E hoje me irritei nem bem tinha deixado o avião. Saquei meu celular dentro do ônibus que leva ao saguão. Dei as coordenadas para a minha prima que ia me buscar. Eis que no meio da conversa ouço um véio fela da puta dizendo (bem alto): "Tem gente que parece que não sabe que não pode falar no celular antes de chegar ao saguão". Continuei conversando e só dei uma famosa olhadela com a sobrancelha levantada. Terminei a conversa com direito a beijinho e tudo. E disse:
"Quem queria falar comigo?"
"Eu", respondeu o escroto. "É proibido falar no celular."
"Se eu posso falar enquanto estou no avião de portas abertas, também posso falar aqui. Aliás, já é tão difícil cuidar da própria vida, para que cuidar da vida dos outros também?"
E me virei, com a sobrancelha ainda levantada. E com o ônibus inteiro olhando para minha cara. Mas sabe que essa resposta é uma resposta a base de remédios. A minha resposta típica teria sido: Vai se fuder, velho metido. Vai cuidar da sua vida. E é claro, tudo isso aos gritos.
Fiquei irritada. Esse meu estado zen está tirando o meu power. Bem como Sansão sem seus cabelos, manja?
E para continuar, enquanto esperava minha prima no local combinado, uns 200 taxistas passavam e davam farol alto (do tipo: vai um táxi ai, neném...?)
Eu me senti a própria prostituta sendo assediada nas imaediações da Farrapos (para os paulistas, algo como imediações da estação da Luz ou outro antro de baixo meretrício). Grrr.
"Quem queria falar comigo?"
"Eu", respondeu o escroto. "É proibido falar no celular."
"Se eu posso falar enquanto estou no avião de portas abertas, também posso falar aqui. Aliás, já é tão difícil cuidar da própria vida, para que cuidar da vida dos outros também?"
E me virei, com a sobrancelha ainda levantada. E com o ônibus inteiro olhando para minha cara. Mas sabe que essa resposta é uma resposta a base de remédios. A minha resposta típica teria sido: Vai se fuder, velho metido. Vai cuidar da sua vida. E é claro, tudo isso aos gritos.
Fiquei irritada. Esse meu estado zen está tirando o meu power. Bem como Sansão sem seus cabelos, manja?
E para continuar, enquanto esperava minha prima no local combinado, uns 200 taxistas passavam e davam farol alto (do tipo: vai um táxi ai, neném...?)
Eu me senti a própria prostituta sendo assediada nas imaediações da Farrapos (para os paulistas, algo como imediações da estação da Luz ou outro antro de baixo meretrício). Grrr.
Agora já tenho umas luzes discretas no cabelo, já tive meu chuveiro queimado... Como ele bem disse: coisa de pobre. Sim, não nego. Já tive novamente insônia recorrente. Num dia (ops, madrugada) acordei às 3h e segui no mesmo estado até o raiar do dia. Tive a pachorra de chegar às 7h30 na firma. E olha que "demorei", pois fui trabalhar de lotação. E dias seguintes a insônia permaneceu. Tudo por causa do tal Gato da Felix (vou dedicar um post especial ao filho da puta dona desse estabelecimento comercial e ao puto que me atendeu no 190 e não me deu mais do que 3 segundos de atenção). E já tive a instalação da Directv. Tudo por causa da insônia (e é claro, da promoção de adesão zero e instalação zero). Também já sou uma pessoa que tem um mico preto (um micro preto da Dell, poderoso Pentium 4 com Windows XP) e sou dona (gostaram do dona?) de dois estagiários...
quarta-feira, outubro 29, 2003
- 102, bom dia. Posso ajudar?
- Preciso do telefone de um chaveiro perto do aeroporto.
Pois é, depois que seu irmão vem visitá-la e na hora de ir embora consegue acionar a trava da porta do lado do passageiro e trancar tudo, tudo (leia-se a minha vida: chave do carro na ignição, bolsa, celular, chave casa) dentro do carro mal estacionado não há mais o que se dizer. Ai você respira fundo, conta até dez, lembra que vai ter de encarar com serenidade, afinal faz terapia para isso. Por outro lado quer se matar porque lembra que como eram 6 horas da manhã, você ainda não tinha engolido a meiota da boleta do bem do dia. Ai você quase chora, mas resolve que não. Afinal, o problema não é seu, e sim do seu irmão. Você liga ao 102, pede um chaveiro perto do aeroporto, mas só tem na Cidade Baixa. O cara atende com voz de sono. Você senta e espera ao lado do seu irmão, que já fez o check-in. Você ainda o avisa de que será provavelmente explorada, quase que sexualmente pelo chaveiro, que vai te enfiar a faca (ou a chave). Mas ele, branco, diz que pagará tudinho.
Eis que chega o chaveiro. Honesto, limpinho, seus 50 anos: “Vamos combinar o preço antes: nesse horário eu cobro R$ 50”. Combinar? Como assim, cara-pálida? Numa situação dessa, eu teria de topar até por R$ 200. Falei, tá bom (pelo menos na minha fantasia ele cobraria uns 100 pilas).
Ai, ele enfia um arame no seu carro e você do outro lado só ouvindo uns arranhões uns scratchhhs, e ichhssskkksss e lembrando que você ama o seu carro. Tipo, o seu bebezão. Mas antes um bebezão com uns arranhões do que estacionado torto na frente do embarque de Porto Alegre pro resto da vida. “Seu carro é superfácil de abrir. Abriria de primeira, mas sua maçaneta está muito dura.” É, é assim. E eu sentada na calçada com o cabelo desgrenhado (o plano era deixar o irmão e voltar para a cama na seqüência por mais 1 horinha). Ainda bem que resolvi não ir de pijama. Enquanto o arame estuprava o espaço entre o vidro do carro e o carro, eu fazia força do outro lado. Bom, parece que 45 minutos depois funcionou. Peguei até um cartão do chaveiro limpinho. E um adesivo, para colar em local visível (quem sabe no batente da porta, do lado de fora de casa, para a próxima vez que eu me trancar fora).
Bom, depois disso, qual a graça contar que seu irmão passou o fim de semana por aqui, que a mulherada se assanhou, que eu passei mal no Gum, fui ao banheiro e consegui vomitar e ainda voltar para a mesa como se nada tivesse acontecido, que consegui ir à Ice e ver que sair de sábado é Uó, que vi Irreversível e seus 12 minutos de estupro e muita violência, que vi Bem me Quer, Mal me quer, com a Audrey Tatou, que mesmo representando uma erectomaníaca tem cara de Amélie Poulain e que trabalha muito bem num filme muito bom. Bom, depois da chave no carro, isso é nadinha, de nada. Certo? Como diz a propaganda, tem coisas que não têm preço.
- Preciso do telefone de um chaveiro perto do aeroporto.
Pois é, depois que seu irmão vem visitá-la e na hora de ir embora consegue acionar a trava da porta do lado do passageiro e trancar tudo, tudo (leia-se a minha vida: chave do carro na ignição, bolsa, celular, chave casa) dentro do carro mal estacionado não há mais o que se dizer. Ai você respira fundo, conta até dez, lembra que vai ter de encarar com serenidade, afinal faz terapia para isso. Por outro lado quer se matar porque lembra que como eram 6 horas da manhã, você ainda não tinha engolido a meiota da boleta do bem do dia. Ai você quase chora, mas resolve que não. Afinal, o problema não é seu, e sim do seu irmão. Você liga ao 102, pede um chaveiro perto do aeroporto, mas só tem na Cidade Baixa. O cara atende com voz de sono. Você senta e espera ao lado do seu irmão, que já fez o check-in. Você ainda o avisa de que será provavelmente explorada, quase que sexualmente pelo chaveiro, que vai te enfiar a faca (ou a chave). Mas ele, branco, diz que pagará tudinho.
Eis que chega o chaveiro. Honesto, limpinho, seus 50 anos: “Vamos combinar o preço antes: nesse horário eu cobro R$ 50”. Combinar? Como assim, cara-pálida? Numa situação dessa, eu teria de topar até por R$ 200. Falei, tá bom (pelo menos na minha fantasia ele cobraria uns 100 pilas).
Ai, ele enfia um arame no seu carro e você do outro lado só ouvindo uns arranhões uns scratchhhs, e ichhssskkksss e lembrando que você ama o seu carro. Tipo, o seu bebezão. Mas antes um bebezão com uns arranhões do que estacionado torto na frente do embarque de Porto Alegre pro resto da vida. “Seu carro é superfácil de abrir. Abriria de primeira, mas sua maçaneta está muito dura.” É, é assim. E eu sentada na calçada com o cabelo desgrenhado (o plano era deixar o irmão e voltar para a cama na seqüência por mais 1 horinha). Ainda bem que resolvi não ir de pijama. Enquanto o arame estuprava o espaço entre o vidro do carro e o carro, eu fazia força do outro lado. Bom, parece que 45 minutos depois funcionou. Peguei até um cartão do chaveiro limpinho. E um adesivo, para colar em local visível (quem sabe no batente da porta, do lado de fora de casa, para a próxima vez que eu me trancar fora).
Bom, depois disso, qual a graça contar que seu irmão passou o fim de semana por aqui, que a mulherada se assanhou, que eu passei mal no Gum, fui ao banheiro e consegui vomitar e ainda voltar para a mesa como se nada tivesse acontecido, que consegui ir à Ice e ver que sair de sábado é Uó, que vi Irreversível e seus 12 minutos de estupro e muita violência, que vi Bem me Quer, Mal me quer, com a Audrey Tatou, que mesmo representando uma erectomaníaca tem cara de Amélie Poulain e que trabalha muito bem num filme muito bom. Bom, depois da chave no carro, isso é nadinha, de nada. Certo? Como diz a propaganda, tem coisas que não têm preço.
quarta-feira, outubro 15, 2003
De lá de cima
Sim, estou desaparecida. Sim, assumo. Mas também contar o que? Hunnn deixa eu ver… Ah, meu irmão vem para cá no dia 24. E já tem uma mulherada se esbofeteando pelo pivete. Tá, pivete de 1,86 de altura e 24 anos. Mas não deixa de ser pirralho pra mim, apesar de eu ter de dizer isso pra ele olhando para cima. E olha que eu sou alta.
Sim, estou desaparecida. Sim, assumo. Mas também contar o que? Hunnn deixa eu ver… Ah, meu irmão vem para cá no dia 24. E já tem uma mulherada se esbofeteando pelo pivete. Tá, pivete de 1,86 de altura e 24 anos. Mas não deixa de ser pirralho pra mim, apesar de eu ter de dizer isso pra ele olhando para cima. E olha que eu sou alta.
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