Tudo tem seu lado bom e seu lado ruim
O copo meio cheio ou meio vazio. Engordei. Muito. E pela primeira vez na vida me vejo com bunda. Sim, sempre fui uma desbundada, exceto pelo quadril típico jewish.
sexta-feira, setembro 10, 2004
Um dia de Magnólia
E eis que só às 20h30 de ontem me dei conta que estava completando dois anos de Porto. Tudo muito simbólico. Um perfeito dia de chuva de sapos. Um dia de Magnólia. Na hora do almoço fui para um lado porque optei a não ir ao famoso quilão podrão. Marquei almoço com uma amiga – sushi básico é sempre boa pedida. Ok, e nem sei como não rolei escada a baixo para passar como um furacão por um fantasma que, ontem, justo ontem, resolveu aparecer, depois de muito tempo sem mandar um buuuu que fosse de notícia. Imaginem que para fingir que não vi me joguei até em cima das ciganas da Praça da Alfândega. Uma, argh, agarrou meu braço com a lenga-lenga de “terás vida longa”. Quase mandei-lhe um cruzado no zoião. Perda do ar, dos sentidos, totalmente sem direção na rua da Praia. Como que pode? E como se não bastasse, a dona curiosidade bateu toc-toc e me fez dar meia-volta só para dar uma olhadinha. Mas o fantasma sumiu, deixando inclusive os amigos a ver navios, procurando-o. E eu fiquei com a imagem nuca-cabelo-bem-cortadinho-calça-lindinha-camisa-casual, bem asseadinho. Ok, como sempre digo, tudo passa, até uva passa. E à noite foi dia de passe. Passe totalmente do bem, branco, branco, lindo. Imagine um preto veio de olhões verdes linnnndos? Imaginou? Pois bem. E no meio do negócio me lembrei dos dois anos. Fazia sentido eu ter passado a tarde toda com a idéia fixa de fazer ontem a minha tatuagem-significado. Mas como tudo tem motivo para ser, não adiantou passar feito furacão para brincar de nem-te-vi-nem-tô-aí-pra-ti. Hoje, tive de dar oi pro fantasma. As mesmas coincidências que eu provocava há pouco mais de um ano. Pois bem, mas dessa vez bem real, sem provocação alguma. Sugeriram o quilão para almoço. Recusei, afinal estava chovendo. Vamos comer aqui mesmo. Sugerem lugar na ala dos charuteiros. Recusei. (Pelo menos isso). Sentamos. Entra o amigo do fantasma. Entra e sai. Oooops, senti que há algo de errado nesse rápido vai-e-vem. Sabia. O fantasma veio almoçar junto. Um revival de equipe, sabecomé. Putz. Só porque ontem – disseram – estava vestida para matar. Hoje, básica, casual-Friday. Ta, mas nada que fizesse feio. Saquei meu melhor sorriso (como dia a Puppy, que faz uma falta danada) e cumprimentei, respondendo. E almocei, porções de passarinho (course...) sob uma chuva de rãs. E depois há quem diga que não há destino, coincidência, sincronicidade e o raio que o parta. Como eu digo, isso reforça a tese de que a vida é feita em ciclos. Mas bem que não precisavam mandar tantas rãs de uma só vez, certo?
E eis que só às 20h30 de ontem me dei conta que estava completando dois anos de Porto. Tudo muito simbólico. Um perfeito dia de chuva de sapos. Um dia de Magnólia. Na hora do almoço fui para um lado porque optei a não ir ao famoso quilão podrão. Marquei almoço com uma amiga – sushi básico é sempre boa pedida. Ok, e nem sei como não rolei escada a baixo para passar como um furacão por um fantasma que, ontem, justo ontem, resolveu aparecer, depois de muito tempo sem mandar um buuuu que fosse de notícia. Imaginem que para fingir que não vi me joguei até em cima das ciganas da Praça da Alfândega. Uma, argh, agarrou meu braço com a lenga-lenga de “terás vida longa”. Quase mandei-lhe um cruzado no zoião. Perda do ar, dos sentidos, totalmente sem direção na rua da Praia. Como que pode? E como se não bastasse, a dona curiosidade bateu toc-toc e me fez dar meia-volta só para dar uma olhadinha. Mas o fantasma sumiu, deixando inclusive os amigos a ver navios, procurando-o. E eu fiquei com a imagem nuca-cabelo-bem-cortadinho-calça-lindinha-camisa-casual, bem asseadinho. Ok, como sempre digo, tudo passa, até uva passa. E à noite foi dia de passe. Passe totalmente do bem, branco, branco, lindo. Imagine um preto veio de olhões verdes linnnndos? Imaginou? Pois bem. E no meio do negócio me lembrei dos dois anos. Fazia sentido eu ter passado a tarde toda com a idéia fixa de fazer ontem a minha tatuagem-significado. Mas como tudo tem motivo para ser, não adiantou passar feito furacão para brincar de nem-te-vi-nem-tô-aí-pra-ti. Hoje, tive de dar oi pro fantasma. As mesmas coincidências que eu provocava há pouco mais de um ano. Pois bem, mas dessa vez bem real, sem provocação alguma. Sugeriram o quilão para almoço. Recusei, afinal estava chovendo. Vamos comer aqui mesmo. Sugerem lugar na ala dos charuteiros. Recusei. (Pelo menos isso). Sentamos. Entra o amigo do fantasma. Entra e sai. Oooops, senti que há algo de errado nesse rápido vai-e-vem. Sabia. O fantasma veio almoçar junto. Um revival de equipe, sabecomé. Putz. Só porque ontem – disseram – estava vestida para matar. Hoje, básica, casual-Friday. Ta, mas nada que fizesse feio. Saquei meu melhor sorriso (como dia a Puppy, que faz uma falta danada) e cumprimentei, respondendo. E almocei, porções de passarinho (course...) sob uma chuva de rãs. E depois há quem diga que não há destino, coincidência, sincronicidade e o raio que o parta. Como eu digo, isso reforça a tese de que a vida é feita em ciclos. Mas bem que não precisavam mandar tantas rãs de uma só vez, certo?
quinta-feira, setembro 09, 2004
Só para homens
Eis que soneguei informação. Na verdade, todos os dias ao chegar em casa olho a placa “Só para homens” com fonte ri-dí-cu-la feita no computador e lembro que esqueci de contar. Só para homens é a porra do salão de beleza Só para homens que em breve será inaugurado na loja em baixo do meu prédinho. Uó. Só para homens é um local de inspiração faroeste. Paredes de madeira pinus, porta vai-e-vem, cactus na decoração e, na vitrine uma sela sobre um cavalete do lado de um cactus e um lampião. Quer mais? Tem mais: lampiõezinhos na parede do lugar. Ai. Ainda bem que me mudarei bem loguinho. Já pensou? Pior que isso? Só a dona do Só para homens chegando hoje, às 8h10, de táxi. E você saindo da sua garagem. E, claro, como se faltasse lugar sobre a calçada (lá tem um espação) para o táxi imbecil parar, ele pára bem na frente da garagem. E você já acionou o portão eletrônico. E tem de ficar esperando as duas antas: uma pagar e a outra dar ré. Ai o portão fecha, e você abre de novo. E nenhum dos dois filhas-da-puta para pedirem desculpa ou agilizarem o processo. Notem bem: às 8h10 da madruga, quando você está indo para a terapia. Ninguém merece, isso rende mais 10 anos de terapia. E você lembra que tem ainda tantos outros assuntos para tratar lá além de coisas Só para homens...
Eis que soneguei informação. Na verdade, todos os dias ao chegar em casa olho a placa “Só para homens” com fonte ri-dí-cu-la feita no computador e lembro que esqueci de contar. Só para homens é a porra do salão de beleza Só para homens que em breve será inaugurado na loja em baixo do meu prédinho. Uó. Só para homens é um local de inspiração faroeste. Paredes de madeira pinus, porta vai-e-vem, cactus na decoração e, na vitrine uma sela sobre um cavalete do lado de um cactus e um lampião. Quer mais? Tem mais: lampiõezinhos na parede do lugar. Ai. Ainda bem que me mudarei bem loguinho. Já pensou? Pior que isso? Só a dona do Só para homens chegando hoje, às 8h10, de táxi. E você saindo da sua garagem. E, claro, como se faltasse lugar sobre a calçada (lá tem um espação) para o táxi imbecil parar, ele pára bem na frente da garagem. E você já acionou o portão eletrônico. E tem de ficar esperando as duas antas: uma pagar e a outra dar ré. Ai o portão fecha, e você abre de novo. E nenhum dos dois filhas-da-puta para pedirem desculpa ou agilizarem o processo. Notem bem: às 8h10 da madruga, quando você está indo para a terapia. Ninguém merece, isso rende mais 10 anos de terapia. E você lembra que tem ainda tantos outros assuntos para tratar lá além de coisas Só para homens...
sexta-feira, setembro 03, 2004
E quando eu queria deitar no meu microsofá no sábado, ver todas as séries do mundo da Warner e da Sony com o sol, aquele – o solzinho – que bate durante o dia no apartamento, no meu braço.... eu estarei em dois workshops. Eu digo, vou explodir, está sendo tudo ao mesmo tempo agora. Não está sendo fácil, diria a blind Kátia.
Quase pifando
Sabe uma panela de pressão pronta para explodir. Tô assim. Sinto que a qualquer momento terei um ataque cardíaco. É sério. Sinto peso nas costas, um estresse horrível. O pior é que estou tentando resolver todas as milhares de coisas que tenho de zerar aqui em Porto e... tchan, várias dão merda. Ai meus sais. Meu estômago arde como pança de dragão. Azia, azia, azia. Um horror. De nervoso. Alguém me salva, me dá colo e faz cafuné. O pior que o mundo desabou tanto, com tantas coisas, que deixei até uma amigona na mão. Furei um almoço e ela lá, no restaurante, me esperando. Esse é o fim do poço.
Sabe uma panela de pressão pronta para explodir. Tô assim. Sinto que a qualquer momento terei um ataque cardíaco. É sério. Sinto peso nas costas, um estresse horrível. O pior é que estou tentando resolver todas as milhares de coisas que tenho de zerar aqui em Porto e... tchan, várias dão merda. Ai meus sais. Meu estômago arde como pança de dragão. Azia, azia, azia. Um horror. De nervoso. Alguém me salva, me dá colo e faz cafuné. O pior que o mundo desabou tanto, com tantas coisas, que deixei até uma amigona na mão. Furei um almoço e ela lá, no restaurante, me esperando. Esse é o fim do poço.
quinta-feira, setembro 02, 2004
E além de estar no limbo, no limo. Estou na lama, na poeira: lá na Expointer. E para piorar, se é que pode. Depois de mais de um mês mandei lavar o gordo preto do meu carro. Ontem, à noite, porque fui jantar e o cara do estacionamento sentiu que a situação era crítica lá com o gordo. Ok, trabalho feito. Pra quê? Hoje amanheceu chovendo e vai ter lama na Expointer. Maravilha!
No limbo
Fase muito assim, tipo assim, nhé, como diria a Rê. Sai pra lá urucubaca, sai desse corpo que não te pertence. Ansiedade a mil e vontade zero. Como disse a Neide hoje: eu costumo chamar isso de “estar no limbo”. É lá mesmo. E no limo também. Sem vontade alguma de encarar o faxinão em casa. Nem queiram imaginar, mas é uma coisa assim pré-mudança. Sabe como é: gosto do meu apê. Então tenho de deixá-lo desgusting para ter nojinho e sair sem saudade. Impossível. O solzinho que bate a tarde no sábado, o janelão pra varanda aberto e eu deitada em meu micro sofá é uma cena muito meiga para eu odiar.
Fase muito assim, tipo assim, nhé, como diria a Rê. Sai pra lá urucubaca, sai desse corpo que não te pertence. Ansiedade a mil e vontade zero. Como disse a Neide hoje: eu costumo chamar isso de “estar no limbo”. É lá mesmo. E no limo também. Sem vontade alguma de encarar o faxinão em casa. Nem queiram imaginar, mas é uma coisa assim pré-mudança. Sabe como é: gosto do meu apê. Então tenho de deixá-lo desgusting para ter nojinho e sair sem saudade. Impossível. O solzinho que bate a tarde no sábado, o janelão pra varanda aberto e eu deitada em meu micro sofá é uma cena muito meiga para eu odiar.
sábado, agosto 28, 2004
Tenho uma lista de coisas das quais sentirei falta em Porto. Dos amigos nem vale falar: são o ar que respiro. Mas tem a torta de sorvete (inigualável), o pôr do sol que vejo da janela da firma, a Balonê e pasmem: a sensação de ser vigiada. Sim, aqui eu - que conheço pouca gente - sempre encontro pelo menos uma pessoa conhecida em qualquer lugar que eu vá. Isso me dá fobia - por exemplo, imagine dar de cara com sua psicóloga na night?. Mas ao mesmo tempo é interessantíssimo. Por exemplo: você janta com seu amigo, toma uma água na seqüência com outra amiga e leva o amigo para casa. No caminho vê gente conhecida saindo de um lugar legal. Dá meia volta para dar uma de espiã. E assim, em Porto, você pode encontrar fulano ou sicrano no almoço ou no ponto de drogas mais trash da cidade. Que fique claro: óbvio que dei minhas voltinhas de carro para ver o rumo da figura. Não fui comprar drogas. Tem coisas que o dinheiro não compra. Para algumas outras, só Porto tem.
Do Gum ao Venezianos
Transito em vários meios. Terça-feira o bicho pega no Gum. Local feio, que quando conheci era frequentado apenas por alternativos da Cidade Baixa e gays. Comida boa (a pizza em quadradinhos e o pão - uma delícia este). Bom, como a opção é escassa, foi descoberto por Patrícias e Maurícios. E terça-feira é o dia. Já fui de sexta e o resultado: só muléres para todos os lados - furiosas, quase se engalfinhando para atrair os escassos machos que transitavam por lá. A caipirinha é péssima. O dry martini, nem se fale (eu bem que avisei para a amiga não pedir drinks que não constem da rala carta de bebidas). Tivemos de sair em busca de glicose, lá na Tortaria (extremo oposto da cidade: no núcleo da novela composto por Patys e Maurícios em habitat natural). Bom, mas voltando: na terça estava lotado de homem bonito. E Patys loiras, muitas. Elas sairam do trabalho, foram para casa tomar banho - e banho de base na cara - e se arrumaram propositalmente desarrumadas para caçar. Lotado, sem chances de mesa e nem de espaço para o cotovelo no balcão. Uma taça de vinho após, e o rumo foi o supermercado (é, minha amiga adoro o supermercado para paquerar. Tarde da noite. Confesso que não achei graça alguma). Tá, mas daí que no dia seguinte vou a Venezianos. Na mesma Cidade Baixa. Para homos. Um lugar que fica lo-ta-do. Você entra, com sua roupa de trabalho e as bichas te olham de cima para baixo, com aquele olhar mais maldoso, avaliando o cabelo, o shape e o sapato. Hun, sei. E para perder o costume, mesmo acompanhada de seu amigo gay, você olha para cada homem (na concepção semântica da palavra) que passa. Vários valem a pena. Mas você se lembra que se eles te olham é porque não aprovaram a sua camisa. Você vai ao banheiro e a tampa está levantada. Você não ousa abaixar para não mudar o status quo do lugar. Mas pensa que esse seria o único banheiro da cidade no qual você poderia fazer xixi de pé na night sem problemas. Bom, mas por que fui ao Venezianos? Meu amigo é habitué e me apresentou aos deliciosos risotos da casa. Um dos melhores lugares para se jantar: comida boa, barata, atendimento mais que atencioso e com direito à dona perguntando se estava tudo ok.
Transito em vários meios. Terça-feira o bicho pega no Gum. Local feio, que quando conheci era frequentado apenas por alternativos da Cidade Baixa e gays. Comida boa (a pizza em quadradinhos e o pão - uma delícia este). Bom, como a opção é escassa, foi descoberto por Patrícias e Maurícios. E terça-feira é o dia. Já fui de sexta e o resultado: só muléres para todos os lados - furiosas, quase se engalfinhando para atrair os escassos machos que transitavam por lá. A caipirinha é péssima. O dry martini, nem se fale (eu bem que avisei para a amiga não pedir drinks que não constem da rala carta de bebidas). Tivemos de sair em busca de glicose, lá na Tortaria (extremo oposto da cidade: no núcleo da novela composto por Patys e Maurícios em habitat natural). Bom, mas voltando: na terça estava lotado de homem bonito. E Patys loiras, muitas. Elas sairam do trabalho, foram para casa tomar banho - e banho de base na cara - e se arrumaram propositalmente desarrumadas para caçar. Lotado, sem chances de mesa e nem de espaço para o cotovelo no balcão. Uma taça de vinho após, e o rumo foi o supermercado (é, minha amiga adoro o supermercado para paquerar. Tarde da noite. Confesso que não achei graça alguma). Tá, mas daí que no dia seguinte vou a Venezianos. Na mesma Cidade Baixa. Para homos. Um lugar que fica lo-ta-do. Você entra, com sua roupa de trabalho e as bichas te olham de cima para baixo, com aquele olhar mais maldoso, avaliando o cabelo, o shape e o sapato. Hun, sei. E para perder o costume, mesmo acompanhada de seu amigo gay, você olha para cada homem (na concepção semântica da palavra) que passa. Vários valem a pena. Mas você se lembra que se eles te olham é porque não aprovaram a sua camisa. Você vai ao banheiro e a tampa está levantada. Você não ousa abaixar para não mudar o status quo do lugar. Mas pensa que esse seria o único banheiro da cidade no qual você poderia fazer xixi de pé na night sem problemas. Bom, mas por que fui ao Venezianos? Meu amigo é habitué e me apresentou aos deliciosos risotos da casa. Um dos melhores lugares para se jantar: comida boa, barata, atendimento mais que atencioso e com direito à dona perguntando se estava tudo ok.
terça-feira, agosto 24, 2004
Da sina à redenção
Da sina à redenção
Falaria apenas sobre a mulher que, com certeza, nasceu com a sina de perder um marido (sim, quase uns 30 anos mais velho que ela) e um namorado. O que na linguagem chula seria a conhecida viúva negra. Tétrico. Triste. Mas tenho de falar da redenção. A redenção de quatro nova-iorquinas. Aliás, o último capítulo de Sex and the City tinha de levar esse nome. Acompanho a série pelo DVD. Ou seja, vi o último episódio, mas oficialmente estou apenas na 5ª temporada. Então ficou um vácuo de informações, eventualmente preenchido com informações de sites, jornais (cadernos de TV) e revistas de fofoca. Já sabia do câncer da Samantha, que a Charlotte virava jew e patati patatá. Mas foi legal ver, bem ao sabor dos filmes Mag Ryan (sim, todos são lindos, elegantes até no mais casual dos trajes e todos encontram a cara-metade) o último capítulo. Dá uma esperançazinha, bem Meg Ryan, de que todos temos nossa redenção. Bem como aquela frase (é mais ou menos assim): se ainda não terminou bem é porque não chegou ao fim. Carrie encontrou o amor. Ficou com o gostoso, sexy, narigudo e sobrancelhudo do Big. Samantha descobriu que amar não a impede de ser ninfomaníaca. Miranda se redimiu e viu que demonstrar algum sentimento não a diminuiria na sua condição de mulher-hominho, altamente racional, workaholic. Charlotte viu que podia ser racional: não deu um chilique ao saber que os pais não dariam o baby. Tudo muito meigo, entre manolos blahniks, roupas casuais – de ficar em casa – Ralph Lauren, saias de tule rodadas, saltos altos. Mas sem deixar de lado os pezinhos de galinha. Façam um mini-flashback (diria a Vani): todas apareceram meio envelhecidas. A Charlotte sorriu e as ruguinhas surgiram, tal como a Carrie. A Miranda terminou até numa casa, bem família, mãezona. Não foi um episódio normal. Realmente, não foi. Sem as tiradinhas irônicas e hilárias (piadas internas para mulherzinhas, é verdade), substituídas por eventuais vontadinhas de deixar rolar uma lagriminha. E ainda por cima menos normal porque até o Big ganhou nome: um singelo John.
Falaria apenas sobre a mulher que, com certeza, nasceu com a sina de perder um marido (sim, quase uns 30 anos mais velho que ela) e um namorado. O que na linguagem chula seria a conhecida viúva negra. Tétrico. Triste. Mas tenho de falar da redenção. A redenção de quatro nova-iorquinas. Aliás, o último capítulo de Sex and the City tinha de levar esse nome. Acompanho a série pelo DVD. Ou seja, vi o último episódio, mas oficialmente estou apenas na 5ª temporada. Então ficou um vácuo de informações, eventualmente preenchido com informações de sites, jornais (cadernos de TV) e revistas de fofoca. Já sabia do câncer da Samantha, que a Charlotte virava jew e patati patatá. Mas foi legal ver, bem ao sabor dos filmes Mag Ryan (sim, todos são lindos, elegantes até no mais casual dos trajes e todos encontram a cara-metade) o último capítulo. Dá uma esperançazinha, bem Meg Ryan, de que todos temos nossa redenção. Bem como aquela frase (é mais ou menos assim): se ainda não terminou bem é porque não chegou ao fim. Carrie encontrou o amor. Ficou com o gostoso, sexy, narigudo e sobrancelhudo do Big. Samantha descobriu que amar não a impede de ser ninfomaníaca. Miranda se redimiu e viu que demonstrar algum sentimento não a diminuiria na sua condição de mulher-hominho, altamente racional, workaholic. Charlotte viu que podia ser racional: não deu um chilique ao saber que os pais não dariam o baby. Tudo muito meigo, entre manolos blahniks, roupas casuais – de ficar em casa – Ralph Lauren, saias de tule rodadas, saltos altos. Mas sem deixar de lado os pezinhos de galinha. Façam um mini-flashback (diria a Vani): todas apareceram meio envelhecidas. A Charlotte sorriu e as ruguinhas surgiram, tal como a Carrie. A Miranda terminou até numa casa, bem família, mãezona. Não foi um episódio normal. Realmente, não foi. Sem as tiradinhas irônicas e hilárias (piadas internas para mulherzinhas, é verdade), substituídas por eventuais vontadinhas de deixar rolar uma lagriminha. E ainda por cima menos normal porque até o Big ganhou nome: um singelo John.
terça-feira, agosto 17, 2004
Btw, preciso contar que ter reclamado com o Papa no caso da Arezzo funcionou. Fui com Nei e Dai para Novo Hamburgo: o objetivo era reaver a honra. Outlet da marca: me apresento à gerente, que só falta esticar tapete vermelho. Ela e a Gretchen (é, Gretchen), nossa vendedora. Aliás, todas as vendedoras já sabiam do causo. Bom, em resumo, pudemos adentrar no depósito da loja. Uhhh urticária, com vontade de me jogar sobre os pares. Recebemos nossos singelos chinelinhos de presente. E pude escolher bolsas que ainda não tinham ido para a loja. Prioridade total. E ainda, diz a lenda, que a gerente mandou a talzinha boboca que deu de ombros ir passear enquanto estávamos na loja para não ter um bafón. Is the power. Pode me chamar de Rainha dos SACs.
Terra chamando
Não. Não fui abdusida (é assim que escreve?) por uma nave marciana. É só um recolhimento estratégico, quase budista. Ô fasezinha do cacete. Metade em SP, metade em Porto. I will be back soon. Wait for me. Isso é só um lembrete de que ainda há vida por esses pampas (só para ser um pouco melancólica com meu retorno - huhuhuu).
Não. Não fui abdusida (é assim que escreve?) por uma nave marciana. É só um recolhimento estratégico, quase budista. Ô fasezinha do cacete. Metade em SP, metade em Porto. I will be back soon. Wait for me. Isso é só um lembrete de que ainda há vida por esses pampas (só para ser um pouco melancólica com meu retorno - huhuhuu).
sexta-feira, agosto 06, 2004
Bem feito
Eu sempre disse que ou a minha timidez ou a minha curiosidade me levarão à morte. Ou quem sabe as duas juntas? Logo que vim para cá o Rufatto me passou dois e-mails. Com a Cíntia Moscovitch troquei alguns – li todos os livros e gostei. Com o Fabrício Carpinejar nem tentei – medo, timidez, já pensou ser entrona? Nem-morta-da-silva. Pois bem, tome-lhe, tonta, pébona. Por essas ironias do destino o trabalho nos juntou num e-mail. E tomei coragem – dois anos após (2, eu disse 2 anos). Tsc, tsc. Bem feito pra mim, perdi textos deliciosos no blog do moço, que é uma simpatia. Não perda: textos de inteligência sublime e humor requintado!
Eu sempre disse que ou a minha timidez ou a minha curiosidade me levarão à morte. Ou quem sabe as duas juntas? Logo que vim para cá o Rufatto me passou dois e-mails. Com a Cíntia Moscovitch troquei alguns – li todos os livros e gostei. Com o Fabrício Carpinejar nem tentei – medo, timidez, já pensou ser entrona? Nem-morta-da-silva. Pois bem, tome-lhe, tonta, pébona. Por essas ironias do destino o trabalho nos juntou num e-mail. E tomei coragem – dois anos após (2, eu disse 2 anos). Tsc, tsc. Bem feito pra mim, perdi textos deliciosos no blog do moço, que é uma simpatia. Não perda: textos de inteligência sublime e humor requintado!
quinta-feira, agosto 05, 2004
Meio assim
Sabe quando não dá pra explicar... será falta da boleta, será tristeza pré-partida, ou TPósM? Sabe aqueles dias de chuchu xôxo? To exatamente assim, depois de um fim de semana com um anfitrião mil (que ainda cozinha maravilhas) em Bento Gonçalves. E o pior: deixo meus leitores ávidos por informações sobre a minha pessoa humana. (Pessoa humana é o uó). Bom, o que aconteceu de relevante: dei de cara com o outlet da Arezzo em Novo Hamburgo fechado antes da hora – obviamente se fosse um episódio de Sex and the city, a Carrie teria quebrado o vidro com um bastão de baseball e ainda seria absolvida da prisão. Claro que era essa minha vontade, mas sei que não teria redução da pena. E o pior foi a displicência da mocinha do caixa que, de longe, deu de ombros e disse apenas que como não tinha ninguém na loja, eles fecharam mais cedo. E só, abaixou a cabeça e continuou no fechamento do caixa. Azar o dela. No dia seguinte não sosseguei enquanto não falei com a coordenadora do SAC, a gerente dão outlet e a assessora de imprensa. E ainda ganhei um chinelo (post-it: tenho de buscá-lo). Que mais.... no festão de ontem da Claro e Siemens não teve celular de brinde como as mentes férteis alardearam aos quatro ventos, mas teve Tiago Lacerda (ali, do meu ladinho, porém muito magro pós-dieta) e o deus grego Mário Velloso (se a figura canta eu não sei, mas que é um tesão, é!). E hoje acordei podre (matei a terapia e cheguei tarde na firma), pós-espumante Mumm argentino e muita risada com as amigas bichas no Átrio.
Sabe quando não dá pra explicar... será falta da boleta, será tristeza pré-partida, ou TPósM? Sabe aqueles dias de chuchu xôxo? To exatamente assim, depois de um fim de semana com um anfitrião mil (que ainda cozinha maravilhas) em Bento Gonçalves. E o pior: deixo meus leitores ávidos por informações sobre a minha pessoa humana. (Pessoa humana é o uó). Bom, o que aconteceu de relevante: dei de cara com o outlet da Arezzo em Novo Hamburgo fechado antes da hora – obviamente se fosse um episódio de Sex and the city, a Carrie teria quebrado o vidro com um bastão de baseball e ainda seria absolvida da prisão. Claro que era essa minha vontade, mas sei que não teria redução da pena. E o pior foi a displicência da mocinha do caixa que, de longe, deu de ombros e disse apenas que como não tinha ninguém na loja, eles fecharam mais cedo. E só, abaixou a cabeça e continuou no fechamento do caixa. Azar o dela. No dia seguinte não sosseguei enquanto não falei com a coordenadora do SAC, a gerente dão outlet e a assessora de imprensa. E ainda ganhei um chinelo (post-it: tenho de buscá-lo). Que mais.... no festão de ontem da Claro e Siemens não teve celular de brinde como as mentes férteis alardearam aos quatro ventos, mas teve Tiago Lacerda (ali, do meu ladinho, porém muito magro pós-dieta) e o deus grego Mário Velloso (se a figura canta eu não sei, mas que é um tesão, é!). E hoje acordei podre (matei a terapia e cheguei tarde na firma), pós-espumante Mumm argentino e muita risada com as amigas bichas no Átrio.
segunda-feira, agosto 02, 2004
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