quinta-feira, outubro 28, 2004

Meninas/gurias, leiam Alívio imediato no blog da Ailin Aleixo, que fez PP no mesmo tempo de Metô que eu e que era amiga do meu amigo Rick e que tinha um apelido (dado pela minha turma) que não vem ao caso comentar. Mas como sempre digo: Tudo passa; até uva passa.
Querido leitor...
E ele se rendeu aos encantos, ao som suave das palavras por minhas mãos de fada digitadas, e voltou a freqüentar esta casa. Gerald voltou e trouxe consigo a alcunha de mala para com a minha pessoa. E pergunto: “Alguma vez disse que sou uma não-mala?”. Não, nunca o fiz. Se sou mala, caríssimo Gerald, note bem que a etiqueta é Gucci. E quente, direto da sede, na Rive Gauche (para leigos, meu caro: em Paris). Dentro vem ainda uma nécessaire recheada de M.A.C., pasta e escova de dentes e, é claro, meu L´Eau D ´Issey. Mas, seja bem-vindo, meu caro paraibano-do-sul, entre para o clube de gaúchos que chora a minha falta pelas bandas do Moinhos de Vento e entenda que minha presunção não vem de New York. É de nascença mesmo, veio comigo, na barriga de mamãe. Be happy!

terça-feira, outubro 26, 2004

Não menos importante...
Mas esqueci de Senhor dos Anéis (quem fim terá levado? será que ainda almoça no quilão podrão?), Refúgio Urbano e Studio A+D...

quinta-feira, outubro 21, 2004

... (leia-se Nó na garganta)
Torta de sorvete, Disco Voador, Cachorro Louco, Le Bistrô, Cult, Balonê, Parcão que eu não ia, trânsito que não existe e nunca está TRANCADO, Risoteria, Puppi Bagio, Guaíba pra lá, Guaíba pra cá, Sanduíche Voador, sorvete de creme com brownie do Sanduíche Voador, Ocidente, X de qualquer coisa, risotos do Venezianos, Totózinho (e todas as variações), champanhotas, pudim de leite condensado com iogurte (as duas variações...), falar mal de quem merece, falar mal de quem se veste mal, Outlet da Arezzo e todas as lojas de sapatos, as "lindas praias" de Atlântida e Capão, Moinhos de Vento, café no Z, Bafão no Gato da Félix, música ao vivo no Gato da Félix (e o coro desafinado), Só para Homens, negrinho, branquinho, cacetinho, fulano DE aniversário, fulano que SE acordou, Neide, Pôr-do-sol, Sol batendo na varanda e no micro-sofá, Café no meio da tarde, todos os sushis, amigos, amigos, amigos, queris, queris, queris. Tô com saudade de Porto.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Quando o bicho pega
Hoje passei o dia (na verdade desde ontem) chateada e ansiosa com uns perrengues de trabalho. Na verdade, umas pessoas... Bom, eis que isso aconteceu no exato 14º dia de dieta. E quase foi tudo por terra. E quase atestei burrice, jogando XXXXX (muiiiiitoooosss) dinheiros no lixo. Ou melhor, nos meus depósitos de gordura. Tudo porque fiquei chateada e ansiosa, doida pra atacar a comida. Hoje eu tranqüilamente teria detonado:








E mais uns pães de queijo, um pãozinho quentinho crocante com manteiga. Outro com requeijão. E mais várias outras coisas, tipo um pratão de nhoque, pizza...

quinta-feira, outubro 14, 2004

Eis que estou no meu nono dia sem um docinho sequer e um farelinho de pão ao menos. E meu desejo mais tarado e secreto se tornou devorar uma batata.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Quando a dieta afeta o seu cérebro
Estou no quarto dia de dieta ferrada, sem sair de cima. Sem um grão a mais na boca ou uma uvinha que seja a mais da conta. Pois bem. Afetou o cérebro. Eu digo que serotonina é tudo na vida de uma pessoa e como meus remédios ainda não chegaram estou longe de ser uma pessoa realizada, calma, tranqüila. E o efeito apareceu. Cai da cama às 6h30 da manhã por causa de um sonho. Era o seguinte: Estava em Porto - mas era parecido com algum lugar da Serra Gaúcha. Eu cozinhava, sim... eu cozinhava... E no sonho, enquanto fazia muitos bolos de chocolate, tomava muitos copos de Toddy com leite, comia a massa ainda crua do bolo, se deliciando (um ataque ao chocolate mesmo) e fazia várias formas de bolo de chocolate com gotas de chocolate (pareciam brownies). E eis que quando os bolos cresciam formosos no forno eu lembrava - ainda sonhando - que tinha quebrado a dieta. Eu me empanturrei de chocolate e só depois lembrei que era proibido. O que aconteceu? Acordei com a maior sensação de fracasso do mundo.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Dr. Atkins, - menos piorada - ai vou eu. Quero ver muito xixi "carregado" na palavra meiga do doctor. Isso pra não dizer aquele xixi fedido e escurão. Será que tem algum cardio lendo isso aqui? Plizzz, não me assassine.
E a história das setinhas me levou direto para as aulas de Biologia. Uma coisa...
Na verdade, sabe qual foi o primeiro remédio aviado pelo super doctor?
"Alessandra, vou te mandar por seis meses para o Havaí." Segundo ele, tenho TAG -Transtorno de Ansiedade Generalizada. Estresse puro. Ansiedade na veia, saindo pelos poros, com o suor. (Tá eu não precisava pagar R$ XXXXX para ouvir isso.) Mas o bom é que isso foi comprovado pelos exames. Pronto, sou uma neurótica cientificamente comprovada. E tudo o mais que os exames atertaram terminam em setinhas - que ele usou para me explicar - que desembocam na palavra: ENGORDAR. O cara é um gênio. O bom é que meu pai ouviu tudo isso, assim não me enche mais quando eu disser que estou com ansiedade. Humpf.
Se já estou de bolso vazio, imagine só na hora de mandar fazer as 345 fórmulas do médico. Ai.
Bom, a novidade é que estou de dieta. Tá, não falem "ih, lá vem ela". Dessa vez vai: se não é por bem. É pelo bolso. Muitos dinheiros mais pobre (mas muitos muitos mesmo), após 5 exames (urina, eletroencefalograma - sim, não ousem chamar de louca - um treco de energia, pH de saliva e uma picada no dedinho) sou a mais nova adepta da Medicina Ortomolecular. E, não, não me critiquem: com dieta da proteína. Bom, o fato é que agüentei bem o primeiro dia. Sem sobremesa, sem pão de queijo e sem banana à milanesa na Fogo de Chão. Muita picanha, muito filé mignon e mais picanha, com salada. Sim, a versão permite salada e legumes à vontade.
Comando da madrugada
A cena: Entro na Fogo de Chão (calma, gauchada, a escolha não foi minha) e me dirijo ao bar para aguardar o pueblo VIP para o jantar da firma. Sento e agüento firme diante de dois potes de amendoins e castanhas de caju. Na mesa ao lado, Goulart de Andrade, dois homens e duas muléres. Eles se levantam para ir a mesa, após uns 20 minutos. Eu lá esperando. Goulart fica por último e se levanta olhando para mim. Pára oa meu lado. E para mim se dirige:
- "Desculpe te dizer isso. Mas você é muito elegante."
Eu respondo:
- "Ah, muito obrigada."
Ele sai andando e eu fico lá, com minhas bochechas vermelhas, pegando fogo e os garçons pilchados só me olhando.
E notem bem: estava com uma das minhas únicas seis opções de roupa na minha atual situação de gordota.
Quer saber... já tá passado e nunca entraria no meu target. Mas fez um bem danado pro ego. Por que foi extremamente educado e elegante. Deu o recado e saiu andando.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Odeio, com todas as minhas forças, almoçar sozinha. Se as pessoas que gostam o mínimo de mim soubessem disso, não deixaram que isso acontecesse. O pior é que várias sabem. Ou será que essas várias não gostam de mim? Crise.
Teste do inferno
Ontem encarei duas horas de trânsito. Consegui ir de São Caetano para o Centro de São Paulo. Consegui não entrar na firma por causa da greve e tive de ir direto para outra sede da firma, onde tive evento. Detalhe: no cú (com acento) do mundo. Marginal. Consegue entender o que é encarar uma Marginal Pinheiros de manhã? Não? Nem queira.

segunda-feira, setembro 27, 2004

I am back, São Paulo
E eis que já estou aqui desde sábado. Eu e mais 65 volumes imensos de mudança. Espalhados por toda a casa. Um estresse. Eu olho, olho e não sei por onde começar. Ainda me sinto um cão assustado, fora da minha casinha, sem nem sentir seu cheirinho. Pelo menos quando abri a caixa com minhas almofadas pinks e turquesas da sala eu senti. Eu senti o cheirinho de minha casa. Ai, que bom. Até agora o balanço é:
1 copo rachado
1 blusa que vale uns 70 pilas retalhada pelo estilete (ela estava grudada no megadurex da caixa e foi junto na hora em que abrir)
2 camisinhas que estavam na gaveta do banheiro e que, misteriosamente, não vieram para São Paulo. E não foram usadas comigo. O cara da mudança que pegou está levando uma boa praga nesse momento. As camisinhas amaldiçoadas...
1 multa de carro com certeza. Hoje era o meu rodízio, elemento paulistano que eu tinha deletado das memórias RAM e ROM. Eu passei bem na frente de dois (como se um não bastasse, eram dois) amarelinhos (para os gaúchos = azuizinhos!).

terça-feira, setembro 21, 2004

Buffet
Magali Moraes é publicitária e escreveu Buffet, que li enquanto aguardava a vistoria, em cima do balcão. Eu e o bundão. Buffet é irônico, divertido, rápido. Li. E fiquei com dor na bunda e com as pernas sem sabe para onde balançar.
Terei muito plástico bolha para estourar e sublimar o período sem terapia em SP.
Constatações - ATENÇÃO - apenas para meninas/gurias lerem:
Café da manhã de hotel sem pão de queijo e requeijão não é café da manhã. Óbvio que aqui no flat ambos não existem.
----
Toda mãe deveria ensinar a seu filho (homem) já no maternal que deve ser feita a ligação pós-coito. Uma coisa assim pantufas forever. Nem que seja para se fingir de meigo e fazer jus à educação dada pela mamãe. Principalmente quando o ser em questão pratica pólo, esporte de fina estirpe. Ok, ok, ao transcrever do papel do caderno essa linhas, a figura ligou. OK.
----
Ou será que me confundiu com uma égua? Tudo bem que sou grande e já ouvi "gracejos" na frente da construção do naipe de "E aí, potranca..." Mas tô longe de ser égua. No máximo uma cavalinha, pink, daquelas de carroussel.
----
Não quero namorado. Ainda mais agora em contenção de despesas. Nada de arranjar um namô 051 morando em 011. Quero apenas me divertir (beijar mooooiiiiito) nessa altura do campeonato de last week. Ainda mais com uma cama grande e fofa. E camareira pra arrumar tudo.
Cachorro perdido...
Como é bom fazer mudança rica - com os outros pagando. Anteciparam o horário. Fui pega na cama, provavelmente sonhando com algum ex (pra variar). Toca sair correndo, sublimar o banho de despedida do meu banheiro de bonecas. Tive 10 minutos para fazer a mala de uma semana, que pode ser tanto uma semana primaveril quanto uma semana chuvosa. E eis que a boiada entrou. E senti na pele o significado de "cara de cachorro perdido no meio da mudança". Eles te deixam no meio de tudo, rodando feito peão. Sem chance de ajudar. Bem que tentei, mas olharam com reprovação. Pensei que teria tempo de escolher mais roupas para doar. Necas. Fiquei até sem o par de botas na mala. E o dia hoje está chuvoso. As botas foram em uma das 6 (seiiiiissss) caixas tamanho família de sapatos. Sim, seis delas. Não caixinhas de sapatos. Caixas gigantes. Deu até vergonha. E como se não bastasse eu atrapalhar (eu que odeio que me atrapalhem), a Sabri veio atrapalhar junto num dia perfeito para dormir - feriado com chuva no Rio Grande do sul. Segundo ela, Porto estava chorando a minha partida. Vejam só como sou importante, poderosa. Porto deve chorar uma semana pela minha ida. Pelo menos hoje ainda está chorando. E me atrapalhando - sem carro, que a essa altura deve estar perto do Paraná. Algo assim. E pensar que Nei, Daiana e Dani também queriam ajudar. Os vizinhos iam achar que estava rolando uma rave em comemoração à Revolução Farroupilha: eu, quatro caras da mudança cheirando asa e meus ajudantes num ovo de 49m² forrado com 65 caixas de pertences, que provavelmente só voltarei a ver na próxima encarnação. Tipo, será que um dia acharei meu ovo da paz de prata da Christofle? E o meu CD do Moloko? E meus scarpins pink de verniz?
(escrito em cima do balcão da minha ex-cozinha americana, enquanto aguardava o moço atrasado da vistoria. Um sonho sentar sobre ele com o bundão, coisa que não podia fazer como dona da casa!)